back to top
terça-feira, 20 outubro, 2026
InícioSaúde FamiliarArtigo sobre polilaminina é publicado, mas estudo ainda não comprova eficácia do...

Artigo sobre polilaminina é publicado, mas estudo ainda não comprova eficácia do tratamento

Pesquisa com oito pacientes foi revisada por pares e publicada em revista científica, mas especialistas ainda consideram insuficientes as evidências para confirmar benefício da polilaminina.

O primeiro estudo sobre o uso da polilaminina em seres humanos foi publicado nesta terça-feira (4) na revista científica “Spinal Cord”, do grupo Springer Nature. A pesquisa avaliou se a aplicação da substância diretamente na medula era segura e tecnicamente viável, mas ainda não demonstra que o tratamento seja eficaz para recuperar pacientes com lesão medular.

O trabalho acompanhou oito pacientes com lesão traumática completa da medula. Seis apresentaram algum grau de recuperação motora durante o acompanhamento. Como o estudo não incluiu um grupo de comparação com pacientes que não receberam a substância, os próprios autores reconhecem que ainda não é possível atribuir essa evolução à polilaminina.

- Publicidade -

O que você precisa saber

  • O fato: Artigo sobre polilaminina foi publicado após revisão científica.
  • Quando: Terça-feira (4).
  • Onde: Revista científica “Spinal Cord”, do grupo Springer Nature.
  • Importa porque: A publicação amplia a discussão científica, mas ainda não comprova a eficácia do tratamento.

Estudo teve mudanças após críticas à versão preliminar

Antes da publicação, a pesquisa havia sido divulgada em 2024 como pré-print, etapa em que o trabalho ainda não havia passado por revisão por pares. Na época, o estudo também foi recusado por outros periódicos. A versão publicada corrigiu problemas identificados anteriormente, incluindo um erro em um gráfico que indicava cerca de 400 dias de acompanhamento para um paciente que morreu cinco dias após o procedimento.

O novo artigo também acrescenta informações sobre os exames utilizados para descartar o choque medular, condição temporária que pode interferir na avaliação inicial da gravidade da lesão. Ainda assim, o estudo não informa quantos pacientes foram avaliados antes da seleção dos oito participantes incluídos na pesquisa.

Ausência de grupo de controle limita as conclusões

Segundo o próprio artigo, ainda não é possível afirmar se a recuperação observada ocorreu pela ação da polilaminina, pela recuperação natural do organismo, pela cirurgia realizada ou pela fisioterapia. A ausência de um grupo de controle impede uma comparação direta entre pacientes submetidos e não submetidos ao tratamento.

Outro ponto alterado em relação ao pré-print foi a taxa de recuperação espontânea usada como referência pelos pesquisadores. Enquanto a versão preliminar citava aproximadamente 9%, o artigo publicado passou a utilizar uma faixa entre 0% e cerca de 15%. Revisores de versões anteriores também apontaram estudos que indicavam índices próximos de 40%, mostrando que esse parâmetro ainda é motivo de debate.

Pesquisa relata segurança do procedimento

O artigo informa que não houve piora neurológica nem eventos adversos graves atribuídos ao procedimento. Durante o acompanhamento, três pacientes morreram por pneumonia, tamponamento cardíaco e sepse. Segundo a publicação, os casos foram analisados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e não foram relacionados à aplicação da polilaminina.

Os autores destacam que serão necessários estudos maiores, com grupos de comparação, para verificar se a polilaminina realmente contribui para a recuperação de pacientes com lesão medular.

Fonte: G1

- Publicidade -

Mais Lidas

- Publicidade -

Participe do nosso grupo de Whatsapp e receba nossas matérias e promoções.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Matérias Relacionadas

Mutirão elimina 233 focos de dengue no Vila Real

Cerca de 50 pessoas participaram da ação em Chapecó, que realizou 400 visitas domiciliares...

Novas regras facilitam doação de sangue e abrem caminhos para salvar vidas

Unimed Chapecó destaca a necessidade de manter os estoques abastecidos para cirurgias, emergências e...

Estado amplia para R$ 40 milhões por ano o repasse aos Consórcios Públicos de Saúde

Foto: Silviane Mannrich/Ascom SES O Governo de Santa Catarina, em parceria com os gestores municipais,...

Hospital Unimed Chapecó amplia atuação em robótica com primeiro procedimento de cabeça e pescoço

Cirurgia inédita na especialidade foi realizada com participação de especialista do Einstein Hospital Israelita A...