Falta de sintomas, dificuldades na rotina e baixa adesão aos medicamentos aumentam o risco de infarto, AVC e insuficiência renal, alerta o cardiologista Dr. Gabriel Vitória Domingues.
A hipertensão arterial continua sendo uma das doenças crônicas mais comuns e perigosas. Mesmo com tratamentos eficazes e disponíveis, muitos pacientes interrompem o uso dos medicamentos ou deixam de realizar o acompanhamento médico, aumentando o risco de complicações graves.
Segundo o cardiologista Dr. Gabriel Vitória Domingues, um dos principais motivos para esse abandono é que a hipertensão costuma evoluir sem sintomas. Essa característica cria uma falsa sensação de controle, levando muitas pessoas a acreditarem que o tratamento não é mais necessário.
O que você precisa saber
- O fato: Muitos pacientes interrompem o tratamento da hipertensão por não apresentarem sintomas.
- Quando: O abandono pode ocorrer em qualquer fase do tratamento.
- Onde: A situação é observada na prática clínica em consultórios de cardiologia.
- Importa porque: A interrupção da medicação aumenta o risco de infarto, AVC e insuficiência renal.
Hipertensão pode evoluir sem apresentar sintomas
Conhecida como uma doença silenciosa, a hipertensão arterial pode permanecer por anos sem provocar sinais perceptíveis. Enquanto isso, a pressão elevada continua causando danos progressivos aos vasos sanguíneos e aos órgãos, especialmente coração, cérebro e rins.
Por esse motivo, a ausência de sintomas não significa que a doença esteja controlada. A manutenção do tratamento depende do acompanhamento médico e do uso correto da medicação prescrita.
Interromper a medicação aumenta o risco de complicações
De acordo com o Dr. Gabriel Vitória Domingues, deixar de tomar os medicamentos ou abandonar o acompanhamento pode triplicar ou até quadruplicar o risco de complicações cardiovasculares. Entre elas estão o infarto, o acidente vascular cerebral (AVC) e a insuficiência renal.
Esses eventos muitas vezes surgem sem aviso e podem comprometer de forma permanente a qualidade de vida do paciente.
Adesão ao tratamento depende de confiança e acompanhamento
Segundo o cardiologista, melhorar a adesão ao tratamento envolve mais do que ajustar medicamentos. O cuidado passa pela construção de uma relação de confiança entre médico e paciente, pela compreensão da rotina de cada pessoa e pela busca de estratégias que facilitem o uso contínuo da medicação.
A simplificação das doses e o uso da tecnologia também podem contribuir para reduzir esquecimentos e favorecer a continuidade do tratamento.
Cuidar da pressão hoje reduz riscos no futuro
A hipertensão tem tratamento e pode ser controlada quando o paciente mantém acompanhamento regular e segue corretamente as orientações médicas. Em caso de dúvidas sobre o uso dos medicamentos ou dificuldades para manter o tratamento, a recomendação é procurar o cardiologista antes de interromper qualquer medicação. O acompanhamento médico é a forma mais segura de proteger a saúde cardiovascular ao longo da vida.

