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quarta-feira, 15 julho, 2026
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Piloto do “Milagre no Hudson”, Sully revela diagnóstico de Alzheimer: “Estou no começo dessa longa jornada”

Capitão Chesley “Sully” Sullenberger, conhecido pelo pouso de emergência no Rio Hudson em 2009, informou que recebeu diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial e afirmou que pretende falar abertamente sobre a doença.

O capitão Chesley “Sully” Sullenberger, conhecido mundialmente pelo pouso de emergência que salvou 155 pessoas no Rio Hudson, em Nova York, revelou nesta terça-feira (14) que foi diagnosticado com a doença de Alzheimer em estágio inicial. Em comunicado publicado em seu site oficial, o piloto afirmou que está “no começo dessa longa jornada” e decidiu compartilhar o diagnóstico para conscientizar outras pessoas sobre a doença.

A notícia foi divulgada pelo próprio Sullenberger e repercutiu internacionalmente. O piloto disse que pretende usar sua experiência para incentivar o diálogo sobre o Alzheimer e apoiar famílias que convivem com a doença.

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O que você precisa saber

  • O fato: Chesley “Sully” Sullenberger anunciou que recebeu diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial.
  • Quando: O anúncio foi feito nesta terça-feira (14).
  • Onde: A informação foi publicada no site oficial do piloto, nos Estados Unidos.
  • Importa porque: Sully pretende usar sua visibilidade para ampliar a conscientização sobre o Alzheimer, doença que afeta milhões de pessoas no mundo.

Sully relata os primeiros sintomas após o diagnóstico

No comunicado, Sullenberger explicou que ainda está na fase inicial da doença. Segundo ele, os sintomas incluem dificuldade para lembrar nomes, esquecer histórias contadas recentemente e alterações no sono. Apesar disso, afirmou que encara o diagnóstico com serenidade e acredita que falar sobre o tema pode ajudar outras pessoas.

“Por enquanto, isso significa que posso ter dificuldade em lembrar um nome, esquecer uma história que contei há pouco ou não dormir tão bem, mas estou apenas no começo dessa longa jornada”, escreveu.

O piloto também destacou que a doença “não poupa nenhuma faixa etária e afeta milhões de pessoas” em todo o mundo. Segundo ele, o diagnóstico representa um novo desafio, mas não muda sua disposição de continuar contribuindo com causas de interesse público.

Piloto diz que falar sobre a doença faz parte da nova missão

Sullenberger informou que conversou com o neurologista Dr. Gil Rabinovici, do UCSF Medical Center, para definir os próximos passos após o diagnóstico. Ele afirmou que decidiu transformar a experiência em uma oportunidade para conscientizar a população sobre o Alzheimer.

“Esta nova fase da minha vida trouxe um novo significado para o ato de servir. E a resposta é: falar abertamente sobre o assunto”, afirmou.

Em outro trecho da mensagem, o capitão disse que espera que seu relato ofereça conforto às pessoas que enfrentam a doença e aos familiares responsáveis pelos cuidados diários.

Trajetória ficou marcada pelo “Milagre no Hudson”

Chesley “Sully” Sullenberger construiu uma carreira de décadas na aviação. Formado pela Academia da Força Aérea dos Estados Unidos, atuou como piloto militar antes de ingressar na aviação comercial. Também trabalhou como investigador de acidentes aéreos, especialista em segurança da aviação e representante dos Estados Unidos na Organização da Aviação Civil Internacional.

O reconhecimento mundial veio em 15 de janeiro de 2009, quando comandava o voo 1549 da US Airways. Após uma colisão com aves provocar a perda de potência dos dois motores do Airbus A320, Sully realizou um pouso de emergência no Rio Hudson. Todas as 155 pessoas a bordo sobreviveram ao acidente.

O episódio ficou conhecido como “Milagre no Hudson” e transformou o piloto em uma referência internacional em segurança da aviação. Depois do acidente, ele participou de debates sobre treinamento de pilotos, descanso das tripulações e aprimoramento dos sistemas de segurança aérea.

História inspirou filme e recebeu reconhecimento internacional

Pela atuação no voo 1549, Sullenberger recebeu homenagens dentro e fora dos Estados Unidos. Entre os reconhecimentos estão uma resolução aprovada pelo Congresso norte-americano, a Legião de Honra da França e a inclusão entre os “100 Heróis e Ícones Mais Influentes de 2009”, da revista TIME.

Em 2016, sua trajetória foi retratada no filme “Sully: O Herói do Rio Hudson”, dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Tom Hanks. Atualmente, o piloto atua como palestrante, autor e especialista em segurança da aviação. Em setembro de 2026, ele será incluído no National Aviation Hall of Fame.

Ao encerrar a mensagem, Sully afirmou que pretende enfrentar a doença ao lado da família e deixou uma reflexão inspirada no episódio que marcou sua carreira. “Agora, precisamos dessa coragem para combater esta doença. Hoje, faço parte de uma comunidade maior com muitos de vocês, e seremos corajosos juntos”, escreveu.


Fonte: ND Mais

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