Caso de uma adolescente nos Estados Unidos mostra como uma infecção por Staphylococcus aureus pode evoluir rapidamente quando atinge a coluna vertebral e comprime a medula espinhal.
Uma sensação parecida com azia e um cansaço fora do comum foram os primeiros sinais de um problema que mudaria completamente a vida da norte-americana Sydney Fowler. Em menos de 24 horas, a adolescente perdeu os movimentos das pernas após uma infecção causada pela bactéria Staphylococcus aureus atingir sua coluna vertebral e comprimir a medula espinhal. O caso foi divulgado pelo ND Mais e ganhou repercussão por mostrar como uma infecção pode evoluir rapidamente.
Na época, Sydney tinha 13 anos e morava na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A bactéria, comum na pele, no nariz e na garganta de pessoas saudáveis, alcançou tecidos profundos do organismo e provocou um abscesso epidural espinhal, uma condição considerada emergência médica por causa do risco de lesão permanente da medula.
O que você precisa saber
- O fato: Adolescente ficou paraplégica após infecção por Staphylococcus aureus atingir a coluna.
- Quando: O caso ocorreu em dezembro de 2018.
- Onde: Carolina do Sul, Estados Unidos.
- Importa porque: A infecção pode evoluir rapidamente quando alcança a corrente sanguínea e a coluna vertebral.
Os primeiros sintomas pareciam um problema comum
Sydney voltou da escola sentindo uma queimação na região do peito, semelhante à azia, além de cansaço e dores nas costas. Com a piora do quadro, a família procurou atendimento médico. Inicialmente, os profissionais suspeitaram de uma doença pulmonar. Em seguida, a hipótese passou a ser pericardite, uma inflamação na membrana que envolve o coração.
Enquanto diferentes diagnósticos eram considerados, a bactéria já havia provocado um abscesso na coluna vertebral. A compressão da medula espinhal levou ao surgimento de rigidez, espasmos e perda progressiva dos movimentos.
A perda dos movimentos aconteceu em menos de um dia
Menos de 24 horas depois dos primeiros sintomas neurológicos, Sydney perdeu a sensibilidade e os movimentos do peito para baixo. A adolescente passou por duas cirurgias de emergência para retirar a infecção e aliviar a pressão sobre a medula espinhal, mas os danos neurológicos já eram permanentes.
Segundo informações citadas pelo ND Mais, o caso demonstra como o abscesso epidural espinhal pode evoluir rapidamente quando não é identificado antes da compressão da medula.
Estafilococo costuma ser inofensivo, mas pode causar infecções graves
O Staphylococcus aureus faz parte da microbiota de muitas pessoas e normalmente vive na pele, no nariz e na garganta sem provocar doenças. Em determinadas situações, porém, a bactéria pode entrar na corrente sanguínea por pequenas lesões ou mucosas e atingir órgãos e tecidos profundos.
Segundo estudo citado pelo ND Mais e disponível na biblioteca científica PubMed, quando a infecção alcança a coluna vertebral pode provocar um abscesso epidural espinhal, condição que exige diagnóstico e tratamento rápidos para reduzir o risco de lesões permanentes. Sintomas persistentes ou de rápida evolução devem ser avaliados imediatamente por uma equipe médica.
Esporte adaptado mudou a trajetória da jovem
Após o período de reabilitação, Sydney encontrou nos esportes adaptados uma nova rotina. Ex-atleta de vôlei, ela passou a competir em modalidades como CrossFit Adaptado, esqui aquático e tênis em cadeira de rodas.
Entre os resultados alcançados está a oitava colocação nos CrossFit Games de 2022. Ela também participou de equipes universitárias de tênis em cadeira de rodas e passou a arrecadar recursos para equipamentos de reabilitação destinados a pessoas com lesões medulares.
Experiência inspirou negócio voltado à inclusão
Além do esporte, Sydney criou a marca de roupas Single Soul. Segundo ela, a ideia surgiu durante o processo de adaptação à cadeira de rodas, quando percebeu que encontrar roupas que transmitissem autoestima fazia diferença na recuperação emocional.
A jovem afirma que criou a empresa para incentivar outras mulheres a recuperarem a confiança durante o processo de adaptação. O caso continua sendo citado como exemplo da importância do reconhecimento precoce de infecções graves e da rápida procura por atendimento médico diante de sintomas persistentes ou que evoluem rapidamente.
Fonte: ND mais

