Doença renal pode evoluir sem sintomas por anos; pressão alta, diabetes, alterações na urina e automedicação estão entre os pontos que merecem atenção.
Os rins podem perder parte da função durante anos sem provocar sintomas claros. Por isso, cuidar da saúde renal envolve acompanhar fatores como pressão alta e diabetes, observar alterações persistentes na urina e evitar o uso de medicamentos por conta própria.
A doença renal crônica pode evoluir de forma lenta, e a ausência de dor não significa que os rins estejam funcionando normalmente. Em pessoas com fatores de risco, exames de sangue e urina podem ajudar a identificar alterações antes do surgimento de sintomas.
O que você precisa saber
- O fato: Doenças renais podem permanecer sem sintomas evidentes por bastante tempo.
- Sinais: Alterações persistentes na urina, inchaço e cansaço sem explicação podem merecer investigação.
- Fatores de risco: Diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, histórico familiar e obesidade estão entre os fatores citados na apuração.
- Cuidados: Acompanhamento de saúde, controle da pressão e do diabetes, hábitos saudáveis e uso responsável de medicamentos ajudam a cuidar da função renal.
Os rins podem perder função sem provocar sintomas no início
Os rins filtram o sangue, eliminam substâncias pela urina e participam do equilíbrio de água e sais minerais. Também estão envolvidos na regulação da pressão arterial e na produção de hormônios importantes para o organismo.
Quando a função renal diminui, resíduos e excesso de líquidos podem se acumular no organismo. Na doença renal crônica, essa perda pode acontecer lentamente, ao longo de anos, sem que a pessoa perceba mudanças claras no início.
A pressão alta pode prejudicar os rins
A hipertensão tem relação de mão dupla com a doença renal. A pressão arterial elevada pode danificar os vasos sanguíneos dos rins ao longo do tempo. Por outro lado, alterações renais também podem contribuir para o aumento da pressão.
Por isso, acompanhar a pressão arterial faz parte dos cuidados com a saúde renal. Quando ela permanece elevada, é indicado conversar com um profissional de saúde para avaliar as possíveis causas e a necessidade de acompanhamento.
O diabetes também está entre os principais fatores de risco
O diabetes está entre os principais fatores associados à doença renal crônica. Quando a glicose permanece elevada no sangue por períodos prolongados, podem ocorrer danos aos pequenos vasos sanguíneos envolvidos na filtragem dos rins.
O controle adequado da glicemia e da pressão arterial pode ajudar a reduzir o risco de complicações. Por isso, pessoas com diabetes precisam manter o acompanhamento de saúde mesmo quando não apresentam sintomas.
Alterações persistentes na urina merecem avaliação
Uma mudança na urina não significa automaticamente que exista uma doença renal. Ainda assim, algumas alterações persistentes merecem investigação, como presença de sangue, espuma persistente, mudança importante no volume urinário e necessidade de urinar várias vezes, principalmente durante a noite.
Dor ou ardência ao urinar também podem indicar problemas no sistema urinário. Alterações persistentes na aparência ou no cheiro da urina devem ser avaliadas de acordo com o conjunto de sintomas e o histórico de cada pessoa.
Também não é necessário esperar alguma mudança na urina para começar a cuidar dos rins. Algumas doenças renais não provocam alterações perceptíveis no cotidiano.
Inchaço e cansaço podem aparecer em alguns casos
Quando os rins não eliminam adequadamente o excesso de líquido, pode ocorrer retenção, que pode contribuir para inchaço nas pernas, tornozelos, pés ou ao redor dos olhos.
O inchaço, porém, tem várias possíveis causas e não permite diagnosticar uma doença renal sozinho. Se for persistente ou aparecer junto com outros sinais, é indicado procurar avaliação profissional.
O cansaço também é um sintoma comum e pode estar relacionado a muitas situações. Em estágios mais avançados da doença renal, a redução da função dos rins pode estar associada à anemia e ao acúmulo de substâncias no organismo, contribuindo para fraqueza e fadiga.
A hidratação precisa considerar as necessidades de cada pessoa
A hidratação adequada é importante para o funcionamento do organismo, mas não existe uma quantidade universal de água que sirva para todas as pessoas. Idade, alimentação, atividade física, clima e condições de saúde podem influenciar a necessidade de líquidos.
Algumas pessoas com determinadas doenças ou restrições de líquidos recebem orientações específicas. Por isso, beber água é importante, mas aumentar o consumo sem considerar as necessidades individuais não é uma regra de saúde renal.
O uso de medicamentos por conta própria pode trazer riscos aos rins
Alguns medicamentos podem afetar os rins, especialmente em determinadas doses, condições de saúde ou situações específicas. Os anti-inflamatórios não esteroides, por exemplo, podem aumentar o risco de lesão renal aguda em pessoas suscetíveis, principalmente quando utilizados de maneira inadequada ou durante situações como desidratação.
Isso não significa que esses medicamentos sejam proibidos. O cuidado está no uso sem orientação adequada. Pessoas que utilizam medicamentos com frequência, principalmente quando possuem alguma condição de saúde, devem conversar com um profissional sobre a forma correta de uso.
Dor nas costas nem sempre tem relação com os rins
Problemas musculares e da coluna estão entre as causas frequentes de dor nas costas. Quando a origem é renal, as características da dor variam conforme a causa.
Pedras nos rins, por exemplo, podem provocar dor intensa na lateral das costas ou abaixo das costelas, com possibilidade de irradiação para a parte inferior do abdômen ou para a virilha.
Dor intensa acompanhada de febre, vômitos ou sangue na urina merece avaliação médica.
Alguns grupos precisam de maior atenção à saúde renal
Diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, histórico familiar de doença renal, obesidade, tabagismo, idade avançada e histórico de lesão renal aguda estão entre os fatores associados a maior risco de doença renal crônica.
Em pessoas com esses fatores, o acompanhamento médico pode incluir exames para avaliar a função dos rins mesmo quando não existem sintomas.
Exames podem identificar alterações antes dos sintomas
A avaliação da função renal pode incluir exames laboratoriais. A creatinina, medida em exame de sangue, é utilizada para estimar a função dos rins. Exames de urina também podem identificar alterações, como a presença de albumina.
De acordo com a situação clínica, o profissional de saúde pode solicitar outros exames. Por isso, a investigação da saúde renal não depende necessariamente do aparecimento de dor.
Os cuidados com os rins dependem de hábitos mantidos ao longo do tempo
Não existe um alimento ou hábito isolado capaz de proteger os rins de todos os problemas. Os cuidados passam pelo controle da pressão arterial, pelo acompanhamento do diabetes quando presente e pela manutenção de hábitos saudáveis.
Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada, evitar o tabagismo, manter um peso adequado, evitar a automedicação e manter hidratação compatível com as necessidades individuais também fazem parte dos cuidados citados na apuração.
Como doenças renais podem permanecer silenciosas, pessoas com fatores de risco devem manter o acompanhamento de saúde indicado por seus profissionais. A avaliação pode incluir exames de sangue e urina, conforme cada caso.
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