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terça-feira, 8 setembro, 2026
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Setembro Amarelo: 7 sinais de que alguém próximo pode não estar bem

Mudanças no comportamento, isolamento, alterações no sono e falas de desesperança podem indicar sofrimento emocional e merecem atenção.

Nem sempre uma pessoa que está passando por sofrimento emocional consegue dizer que precisa de ajuda. Mudanças no comportamento, no convívio social, no sono, no apetite ou na forma de falar podem indicar que algo não vai bem e merecem atenção de quem está por perto.

Em 2026, o Centro de Valorização da Vida (CVV) adotou o tema “Escutar é estar presente” para o Setembro Amarelo, reforçando a importância de uma escuta acolhedora e sem julgamentos. O Ministério da Saúde também orienta que sinais de sofrimento sejam observados dentro do contexto de cada pessoa e que manifestações de desesperança ou possível risco sejam levadas a sério.

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O que você precisa saber

  • O fato: Mudanças persistentes no comportamento podem indicar sofrimento emocional e merecem atenção.
  • Quando: Durante o Setembro Amarelo de 2026 e ao longo de todo o ano.
  • Onde: Em relações familiares, amizades, trabalho, estudos e outros espaços de convivência.
  • Importa porque: Uma conversa acolhedora pode ajudar a aproximar a pessoa de uma rede de apoio e de serviços de saúde.

O afastamento do convívio pode indicar uma mudança importante

Uma pessoa que costumava conversar, sair, responder mensagens ou participar de atividades pode começar a se afastar de forma significativa e persistente. O isolamento, sozinho, não significa que exista uma situação de risco. A mudança em relação ao comportamento habitual é o que merece atenção.

Em vez de cobrar uma explicação, uma abordagem acolhedora pode ser mais adequada. Dizer “Percebi que você está mais distante. Quer conversar? Estou aqui” abre espaço para a pessoa falar sem transformar a conversa em uma cobrança.

A perda de interesse por atividades também merece atenção

Outra mudança que pode ser percebida é a perda persistente de interesse por atividades que antes faziam parte da rotina. Esportes, encontros com amigos, hobbies ou outros momentos de lazer podem deixar de despertar o mesmo interesse.

Esse tipo de alteração não deve ser interpretado automaticamente como preguiça ou falta de vontade. Quando aparece junto de outras mudanças no comportamento, pode indicar sofrimento emocional e merece ser observado com cuidado.

Alterações no sono e no apetite podem acompanhar o sofrimento emocional

Dormir muito mais ou muito menos, perder o apetite ou passar a comer de maneira muito diferente também pode acompanhar períodos de sofrimento psicológico. O principal ponto de atenção é uma mudança relevante em relação ao padrão habitual da pessoa.

Essas alterações não permitem diagnosticar uma condição de saúde mental por conta própria. A avaliação deve considerar o conjunto de sinais, a história da pessoa e o contexto em que as mudanças estão acontecendo.

Falas de desesperança precisam ser levadas a sério

Comentários relacionados à desesperança, à sensação de ser um peso para outras pessoas ou à falta de perspectiva podem indicar um sofrimento maior do que aquele percebido no dia a dia. Essas manifestações não devem ser tratadas como exagero ou simplesmente ignoradas.

Segundo o Ministério da Saúde, situações de sofrimento e possível risco devem receber atenção. A pessoa pode ser incentivada a buscar ajuda em serviços de saúde e a permanecer próxima de uma rede de apoio.

O sofrimento emocional nem sempre aparece de maneira evidente

Uma pessoa pode continuar trabalhando, estudando, sorrindo ou publicando fotos nas redes sociais mesmo quando enfrenta dificuldades emocionais. A aparência externa, portanto, não permite concluir como alguém está se sentindo.

Por isso, não é necessário esperar que alguém diga claramente “preciso de ajuda”. Mudanças pequenas na rotina, na comunicação ou na relação com outras pessoas podem chamar a atenção de quem conhece aquele indivíduo de perto.

O silêncio sobre problemas também pode ser um sinal de mudança

Quando alguém que costumava pedir ajuda, conversar ou compartilhar problemas passa a guardar tudo para si, a mudança merece ser observada. Pessoas também podem precisar de espaço em determinados momentos, por isso esse comportamento deve ser analisado junto com outros sinais e com a história daquela relação.

Uma pergunta simples pode ajudar: “Você está realmente bem?”. Não é preciso ter certeza de que existe um problema para demonstrar preocupação.

Mudanças percebidas por pessoas próximas também merecem atenção

Nem sempre existe uma frase específica ou um comportamento único. Às vezes, a mudança aparece no jeito de falar, na disposição, na rotina, na forma de responder mensagens ou na relação com outras pessoas.

Quem convive há muito tempo com alguém pode perceber alterações que passam despercebidas por outras pessoas. A preocupação não precisa ser acompanhada de um diagnóstico para justificar uma conversa e uma oferta de apoio.

Uma conversa acolhedora não precisa ter respostas prontas

Muitas pessoas evitam conversar sobre sofrimento emocional porque têm medo de dizer algo errado. Segundo o CVV, a escuta acolhedora está no centro da campanha de 2026. Ouvir com atenção e sem julgamento pode ser mais útil do que tentar apresentar soluções imediatas.

Uma abordagem possível é dizer: “Percebi que você não parece estar bem ultimamente. Não quero invadir seu espaço, mas estou aqui para te ouvir”. Outra opção é oferecer companhia e deixar claro que a pessoa não precisa enfrentar aquele momento sozinha.

Algumas frases podem dificultar o acolhimento

Comentários como “é só pensar positivo”, “você tem uma vida ótima” ou “isso é drama” podem fazer a pessoa se sentir incompreendida. Mesmo quando são ditas com boa intenção, respostas que diminuem o sofrimento podem dificultar a continuidade da conversa.

Escutar não significa concordar com tudo o que a pessoa diz. Significa levar o sofrimento relatado a sério e, quando necessário, ajudar a aproximá-la de profissionais e serviços de saúde.

Situações de risco exigem busca imediata por ajuda

Quando houver preocupação com risco imediato, a orientação do Ministério da Saúde é procurar ajuda e não deixar a pessoa sozinha. Entre os serviços indicados estão CAPS, Unidades Básicas de Saúde, UPA 24 horas, SAMU 192, pronto-socorro e hospitais.

O Centro de Valorização da Vida atende pelo telefone 188, gratuitamente, 24 horas por dia. O serviço oferece apoio emocional e pode ser procurado por pessoas que precisam conversar.

O cuidado com a saúde mental continua depois do Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo amplia a conversa sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, mas a atenção às pessoas próximas pode acontecer durante todo o ano. Uma ligação, uma mensagem ou uma conversa podem ser formas de demonstrar presença quando alguém passa por um período difícil.

Para o Setembro Amarelo de 2026, o CVV mantém a mensagem “Escutar é estar presente”. Diante de sofrimento emocional ou de uma situação que gere preocupação, a orientação é buscar apoio de pessoas de confiança e atendimento profissional. Em situações de risco imediato, devem ser acionados os serviços de emergência, incluindo o SAMU pelo telefone 192.

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