back to top
segunda-feira, 27 julho, 2026
InícioSaúde FamiliarIsa Scherer revela diabetes gestacional; entenda os riscos, sintomas e como é...

Isa Scherer revela diabetes gestacional; entenda os riscos, sintomas e como é feito o diagnóstico

Condição atinge cerca de 18% das gestantes no Brasil e costuma não apresentar sintomas. Diagnóstico depende do pré-natal e de exames realizados durante a gravidez.

A chef e influenciadora Isa Scherer revelou que foi diagnosticada com diabetes gestacional durante a gravidez do terceiro filho. A condição, que costuma surgir na segunda metade da gestação, geralmente não provoca sintomas e pode aumentar o risco de complicações para a mãe e o bebê quando não é identificada e tratada. As informações são do G1.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a diabetes gestacional atinge cerca de 18% das gestações no Brasil. O diagnóstico depende do acompanhamento no pré-natal, com exames realizados ao longo da gravidez para detectar alterações na glicose antes que elas provoquem complicações.

- Publicidade -

O que você precisa saber

  • O fato: Isa Scherer revelou que recebeu diagnóstico de diabetes gestacional durante a gravidez.
  • Quando: A condição costuma aparecer na segunda metade da gestação e o principal exame é realizado entre a 24ª e a 28ª semana.
  • Onde: Dados citados são da Sociedade Brasileira de Diabetes e especialistas ouvidos pelo G1.
  • Importa porque: A doença normalmente não apresenta sintomas e, sem tratamento, aumenta o risco de complicações para a mãe e o bebê.

A diabetes gestacional costuma surgir na segunda metade da gravidez

A diabetes gestacional é caracterizada pelo aumento da glicose no sangue identificado pela primeira vez durante a gravidez. Segundo a reportagem, isso acontece porque a placenta produz hormônios que reduzem a ação da insulina. Quando o pâncreas não consegue compensar essa resistência, a glicose permanece elevada.

Na maioria dos casos, a condição desaparece após o parto. Mulheres que já apresentavam diabetes antes da gestação ou possuem fatores de risco têm maior probabilidade de desenvolver o problema durante a gravidez.

Algumas gestantes apresentam maior risco

Segundo Patrícia Dualib, coordenadora do Ambulatório de Diabetes e Gestação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretora da Sociedade Brasileira de Diabetes, mulheres que tiveram um bebê com mais de quatro quilos, convivem com síndrome dos ovários policísticos, possuem histórico familiar de diabetes, excesso de peso, hipertensão ou alterações anteriores na glicemia fazem parte do grupo com maior risco.

A especialista destaca que a ausência desses fatores não elimina a possibilidade de desenvolver a doença. Por isso, o rastreamento é recomendado para todas as gestantes durante o pré-natal.

O diagnóstico depende dos exames do pré-natal

Como a diabetes gestacional raramente provoca sintomas, o diagnóstico depende dos exames realizados durante o acompanhamento da gravidez. O rastreamento começa com a dosagem da glicose em jejum e é complementado pelo teste de tolerância à glicose, conhecido como curva glicêmica, entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.

De acordo com Fernando Valente, coordenador do Departamento de Educação em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes, esse período coincide com o pico de atividade dos hormônios produzidos pela placenta, quando a resistência à insulina costuma aumentar.

A diabetes gestacional aumenta o risco de complicações

Quando a glicose permanece elevada durante a gravidez, aumentam os riscos para a gestante e para o bebê. Segundo os especialistas ouvidos pelo G1, a mãe tem maior probabilidade de desenvolver doenças hipertensivas da gestação, incluindo a pré-eclâmpsia, além de maior chance de parto prematuro.

Para o bebê, o excesso de glicose atravessa a placenta e estimula a produção de insulina pelo pâncreas fetal. Esse processo pode provocar macrossomia, quando o recém-nascido nasce com mais de quatro quilos, e aumentar o risco de hipoglicemia logo após o parto.

Tratamento começa com mudanças na rotina

O tratamento da diabetes gestacional costuma iniciar com reeducação alimentar, prática de atividade física orientada e monitoramento frequente da glicemia. Em boa parte dos casos, essas medidas são suficientes para controlar os níveis de açúcar no sangue.

Quando esse controle não é alcançado, a insulina passa a ser o tratamento de primeira escolha durante a gestação. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o medicamento praticamente não atravessa a placenta e é considerado seguro para o bebê. Isa Scherer contou aos seguidores que precisou iniciar as aplicações de insulina após receber o diagnóstico.

A metformina também pode ser utilizada em situações específicas, como quando a insulina não está disponível ou existe dificuldade para o tratamento com injeções. Como o medicamento atravessa a placenta, seu uso exige avaliação médica individualizada.

Há formas de reduzir o risco antes da gravidez

Segundo Marcelo Steiner, ginecologista obstetra e membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), manter peso adequado e controlar fatores de risco antes da gravidez ajuda a reduzir a probabilidade de desenvolver diabetes gestacional.

O especialista afirma que os cuidados com a saúde antes da gestação também influenciam o desenvolvimento do bebê e podem diminuir o risco de alterações metabólicas ao longo da vida.

O acompanhamento continua após o nascimento do bebê

Na maioria das mulheres, a glicemia retorna aos níveis normais após o parto. Mesmo assim, quem teve diabetes gestacional deve repetir o teste de tolerância à glicose algumas semanas depois do nascimento do bebê, conforme orientação médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mulheres que tiveram diabetes gestacional apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. O acompanhamento após a gestação permite identificar precocemente alterações na glicemia e orientar medidas para preservar a saúde da mãe. Gestantes devem seguir o pré-natal regularmente e procurar a equipe de saúde em caso de dúvidas sobre exames ou tratamento.

Fonte: G1

- Publicidade -

Mais Lidas

- Publicidade -

Participe do nosso grupo de Whatsapp e receba nossas matérias e promoções.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Matérias Relacionadas

Unoesc Chapecó realiza aula inaugural da primeira turma do curso técnico em Enfermagem

Com o objetivo de ampliar as oportunidades de formação profissional para estudantes do primeiro...

Anvisa proíbe venda de perfumes, shampoos e outros cosméticos irregulares; veja a lista completa

Medida publicada no Diário Oficial da União determina a proibição da fabricação, venda, distribuição...

Câncer de pâncreas: por que a doença costuma ser descoberta em estágio avançado

Sem exame de rastreamento para a população em geral, o câncer de pâncreas costuma...

Previsão do Tempo: Chapecó (SC) terá dia Ensolarado hoje (27/07)

A Segunda começa com 16°C durante a madrugada. No período da tarde, os termômetros...