Outono e inverno costumam ser estações frias na região sul do Brasil. Junto das temperaturas mais amenas, encontramos aumento na incidência de doenças respiratórias. Entre elas, destacam-se rinite e sinusite, que, apesar de terem sintomas semelhantes, tratam-se de distúrbios distintos e com frequência causam dúvidas sobre qual a melhor forma de diagnóstico, tratamento e prevenção.
O que é a rinite?
A rinite é uma inflamação crônica da mucosa nasossinusal que pode ser desencadeada por estímulos: alérgicos (IgEs específicas contra ácaros, mofo, pólens, pelo de animal, entre outros), não alérgicos (irritação por ar seco, cheiros fortes, poluentes, perfumes, produtos químicos, mudança de temperatura, entre outros) ou ambos (rinite mista). A doença é caracterizada por um ou mais dos sintomas de obstrução nasal, espirros, coceira, secreção, diminuição do olfato que acontecem na forma de crises com intervalos de melhora.
O que é a sinusite aguda?
A sinusite aguda é uma Infecção da mucosa nasossinusal com duração inferior a 12 semanas. Em sua maioria, é causada por agentes virais, podendo também ser desencadeada por bactérias. Os sintomas são semelhantes ao da rinite (obstrução nasal, secreção, diminuição do olfato), porém com um quadro toxêmico mais evidente (febre, alteração do estado geral, histórico de contato com outras pessoas doentes) por se tratar de uma infecção.
O que é a sinusite crônica?
A sinusite crônica é uma Infecção da mucosa nasossinusal com duração superior a 12 semanas, geralmente acompanhada de alterações da anatomia ou condições secundárias que prejudicam cronicamente as drenagens naturais, causando os sintomas da sinusite aguda de forma mais prolongada, frequentemente com necessidade de tratamento cirúrgico para restabelecimento da fisiologia do nariz.
O que fazer?
A primeira conduta é a prevenção: sempre lavar bem as mãos, realizar lavagem nasal com soro fisiológico, usar máscara em caso de sintomas nasais com suspeita de infecção, ingerir bastante líquido, evitar contato direto com pessoas doentes e manter vacinação atualizada.
Diagnóstico e tratamento corretos:
Rinite: pode ser diferenciada entre alérgica e não alérgica por meio de exame físico e testes alérgicos, o tratamento varia conforme a gravidade da doença (evitar exposição prolongada ao fator desencadeante, lavagem nasal, anti-histamínico, corticoide nasal e até imunoterapia específica para os casos de rinite alérgica).
Sinusite viral: é mais comum e autolimitada. Muitas vezes podemos lançar mão de medicações sintomáticas (analgésicos, sprays e lavagem nasal) para atenuar o quadro.
Sinusite bacteriana: geralmente se desenvolve após um quadro de sinusite viral, na qual a imunidade está afetada e a secreção torna-se contaminada por bactérias patológicas. Nesses casos, além dos sintomáticos deve-se considerar tratamento com antibiótico. Também existem situações em que a sinusite bacteriana se instala desde o início da doença, geralmente com sintomas intensos de cefaléia, febre e drenagem purulenta nasossinusal.
Nos meses frios acontece diminuição da umidade relativa do ar, aumento da concentração de poluentes, além de termos o hábito de permanecer mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, aumentando nossa exposição a ácaros, mofos, agentes virais e bacterianos. Portanto, temos aí motivos de sobra para que as crises de rinite e sinusite apareçam. Ressalta-se a importância de procurar atendimento médico especializado sempre que necessário e não esquecer das medidas de prevenção.

