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quarta-feira, 19 agosto, 2026
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Agosto Dourado – Amamentação para um começo de vida sustentável

Unimed Chapecó destaca os benefícios do aleitamento materno e a importância da informação, do acolhimento e do suporte profissional

Amamentar é um processo que envolve nutrição, proteção, vínculo e aprendizado. Também exige adaptação, paciência e apoio. Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno, a Unimed Chapecó destaca a importância da informação de qualidade e do acompanhamento adequado para que mães e bebês atravessem esse período com mais segurança e tranquilidade. A cor dourada simboliza o leite materno como padrão ouro da alimentação infantil. Além de fornecer nutrientes essenciais, ele oferece componentes de proteção que acompanham as necessidades da criança ao longo do desenvolvimento. Para a médica pediatra intensivista e cooperada da Unimed Chapecó, Dra. Caroline Pritsch, a campanha também chama atenção para conhecer os benefícios da amamentação, pois por si só, não garante que a mulher consiga mantê-la. “O Agosto Dourado é um movimento global de conscientização sobre a amamentação. A mensagem central é que amamentar salva vidas, protege a saúde e fortalece o vínculo entre mãe e filho”, destaca. PROTEÇÃO O leite materno possui composição dinâmica e se adapta às necessidades do bebê. Entre seus benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, a proteção contra diferentes infecções e a contribuição para o crescimento e o desenvolvimento físico e emocional da criança. Segundo a Dra. Caroline, por meio do leite materno o bebê recebe componentes de defesa contra vírus e bactérias enquanto o próprio sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. “A amamentação também está associada à redução do risco de infecções respiratórias, otites, diarreias e hospitalizações por doenças infecciosas. Além disso, contribui para a formação do micro bioma intestinal e para a maturação do sistema imune.” A recomendação é de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, sem oferta de água, chás, sucos ou outros alimentos. Após esse período, com o início da alimentação complementar, a amamentação pode continuar por dois anos ou mais, conforme o desejo e as condições da mãe e da criança. DA TEORIA À EXPERIÊNCIA Apesar de todos os benefícios, a amamentação pode trazer insegurança, dor, cansaço e diferentes desafios de adaptação. Essa realidade é conhecida de perto por duas profissionais da Unimed Chapecó. Tanto a Dra. Caroline quanto a enfermeira da Internação Pediátrica da Unimed Chapecó, Marinez Soster, estão amamentando atualmente. Para Marinez, a maternidade trouxe uma nova perspectiva sobre um tema que já fazia parte de sua rotina profissional. “Vivenciar a amamentação me mostrou que, mesmo sendo enfermeira e trabalhando diariamente com esse tema, a experiência prática é única e cheia de desafios. Também enfrentei momentos difíceis e de dúvidas. Aprendi que amamentar vai muito além da técnica, envolve paciência, adaptação, persistência e, principalmente, apoio”, relata. A experiência também transformou a forma como a profissional acolhe outras mulheres. Marinez afirma que passou a compreender com mais profundidade os medos, as expectativas e as emoções que acompanham esse período, o que enfatizou uma atuação baseada em empatia, respeito e escuta. Com a Dra. Caroline, a vivência foi semelhante. O conhecimento adquirido ao longo da atuação como pediatra ganhou uma nova dimensão quando ela passou a enfrentar, como mãe, as madrugadas, o cansaço, as inseguranças e as dificuldades dos primeiros dias. “Saber dos benefícios não é suficiente para amamentar. Isso ficou muito claro para mim quando me tornei mãe. A teoria que eu ensinava nas consultas encontrou a realidade das madrugadas, da dor no início, da insegurança sobre se o bebê estava mamando o suficiente, do cansaço que nenhuma formação prepara completamente”, afirma. DESAFIOS COMUNS Nos primeiros dias, muitas mulheres têm dúvidas sobre a produção de leite e sobre a forma correta de o bebê mamar. Dor, fissuras nos mamilos, ingurgitamento mamário e dificuldades relacionadas à pega também podem surgir. O cansaço, as alterações hormonais e a adaptação à nova rotina tornam esse período ainda mais delicado. A pega adequada deve proporcionar conforto para a mãe e eficiência para o bebê. Marinez explica que sinais como dor persistente, estalos durante a mamada, bochechas encovadas, mamadas muito prolongadas, fissuras ou dificuldades no ganho de peso indicam a necessidade de avaliação. “Sentir dor não deve ser considerado normal. Buscar ajuda precocemente evita complicações e aumenta as chances de uma amamentação prazerosa”, reforça a enfermeira. Também persistem mitos que podem gerar insegurança entre as famílias, como a existência de “leite fraco”, a ideia de que todo choro indica fome ou a crença de que sentir dor faz parte obrigatoriamente da amamentação. Informação adequada ajuda a compreender o que é esperado em cada fase e a reconhecer quando é necessário buscar orientação profissional. REDE DE APOIO A continuidade da amamentação não depende apenas da técnica. Para que a mulher tenha condições de manter o aleitamento, a participação da família pode fazer diferença de maneira concreta. A rede de apoio pode auxiliar nas tarefas domésticas, preparar refeições, cuidar do bebê entre as mamadas, garantir períodos de descanso e oferecer apoio emocional sem julgamentos ou cobranças. Esse suporte ganha ainda mais importância com o retorno ao trabalho. Marinez relata que conciliar a rotina profissional com a manutenção da amamentação é um dos desafios de sua experiência atual. A redução das mamadas ao longo do dia e a necessidade de ordenhar, armazenar e organizar a oferta do leite ao bebê se somam às responsabilidades profissionais, familiares e domésticas. O planejamento antecipado pode facilitar essa transição. Entre as estratégias citadas pela Dra. Caroline estão estabelecer uma rotina de ordenha antes do retorno ao trabalho, conhecer as formas corretas de armazenamento do leite, manter as mamadas diretas sempre que possível e contar com uma pessoa de confiança para cuidar do bebê e respeitar a continuidade do aleitamento. AMBULATÓRIO DE AMAMENTAÇÃO Como parte desse cuidado, a Unimed Chapecó mantém o Ambulatório de Amamentação, que oferece acompanhamento especializado a gestantes e puérperas. O serviço presta orientações individualizadas sobre aleitamento e auxilia no manejo das principais dificuldades que podem surgir nesse período. Entre os atendimentos estão a avaliação da pega e da posição do bebê, o manejo de dor, fissuras e ingurgitamento mamário, além do apoio em casos de baixa transferência de leite e outras dúvidas relacionadas à amamentação. A orientação pode começar ainda durante a gestação. Após o nascimento, o ambulatório permanece à disposição das famílias sempre que surgir alguma dificuldade ou necessidade de acompanhamento. Quanto mais cedo houver avaliação, maiores são as possibilidades de corrigir problemas, evitar complicações e favorecer a continuidade da amamentação de forma mais confortável para mãe e bebê. Para a Dra. Caroline, o Agosto Dourado também mostra que a responsabilidade pela amamentação não deve recair apenas sobre a mãe. “Amamentar é um ato de amor, mas também um direito que precisa ser protegido, apoiado e celebrado. A campanha existe para lembrar que essa proteção começa com informação e termina com rede de suporte”, afirma.

Foto – A Unimed Chapecó destaca a importância da informação de qualidade e do acompanhamento adequado para que mães e bebês atravessem esse período com mais segurança e tranquilidade.

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Fonte: MB Comunicação

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