A rotina cada vez mais acelerada, o excesso de informações e a sensação de que é preciso dar conta de tudo em pouco tempo têm feito do estresse e da ansiedade companheiros frequentes de muitas pessoas. Quando esse estado se prolonga, os impactos podem ir além do humor e do sono e também alcançar uma área fundamental do dia a dia: a alimentação.
Estresse e ansiedade podem provocar mudanças no funcionamento do organismo, influenciando o apetite, os níveis hormonais, o sistema gastrointestinal e a qualidade do sono. Entre os hormônios envolvidos na resposta ao estresse está o cortisol, que participa de uma série de processos relacionados à adaptação do corpo diante de situações de tensão.
Em períodos de maior estresse, algumas pessoas percebem um aumento da vontade de consumir alimentos mais calóricos, especialmente doces e produtos ricos em açúcar e gordura. Para algumas delas, comer pode funcionar momentaneamente como uma forma de conforto ou compensação emocional. O problema é quando esse comportamento se repete e passa a fazer parte de um ciclo difícil de interromper, o estresse aumenta, surge a vontade de comer determinados alimentos e, depois, podem aparecer culpa e frustração.
Nem sempre a vontade de comer está relacionada à fome física. Em determinadas situações, emoções como ansiedade, cansaço, tristeza, irritação ou frustração podem desencadear o desejo por comida. É o que muitas pessoas reconhecem como “fome emocional”.
Identificar essa relação é um passo importante para compreender o próprio comportamento alimentar. Em vez de interpretar episódios de exagero simplesmente como falta de disciplina, é possível observar o que estava acontecendo antes deles: como estava o nível de estresse, se houve uma noite mal dormida ou se alguma situação emocional serviu como gatilho.
O sono também merece atenção. O estresse pode dificultar o descanso e, quando as noites mal dormidas se tornam frequentes, o cansaço pode afetar o humor, a disposição e a maneira como lidamos com a alimentação ao longo do dia. Por isso, cuidar da saúde emocional e estabelecer uma rotina de sono adequada são atitudes que podem contribuir para uma relação mais equilibrada com a comida.
Dentro desse contexto, pesquisas também têm investigado diferentes estratégias que possam auxiliar no gerenciamento do estresse e de seus possíveis reflexos sobre o bem-estar e o comportamento alimentar.
Entre as alternativas estudadas está o Relora®, uma combinação de extratos vegetais que reúne honokiol e berberina. A proposta de utilização está relacionada à atuação desses componentes em mecanismos associados à resposta ao estresse e ao equilíbrio do organismo.
O honokiol é estudado por sua relação com o sistema GABA, um dos sistemas de neurotransmissão envolvidos nos processos de relaxamento. Já a berberina vem sendo investigada por diferentes mecanismos metabólicos e neurológicos. Entretanto, é importante destacar que os efeitos de uma combinação de ativos não devem ser interpretados de forma isolada, e os resultados de estudos específicos não significam que o produto terá o mesmo efeito em todas as pessoas.
Um dos estudos apresentados avaliou 56 adultos saudáveis submetidos a níveis moderados de estresse durante quatro semanas. Os participantes foram divididos em grupos que receberam Relora® ou placebo, e foram acompanhados indicadores relacionados ao humor e aos níveis de cortisol salivar.
De acordo com os resultados apresentados no estudo, o grupo que recebeu a combinação de extratos vegetais apresentou uma redução de 18% nos níveis de cortisol salivar em comparação com o grupo placebo. Também foram observadas mudanças favoráveis nas avaliações relacionadas ao estado de humor.
Embora esses resultados sejam interessantes, estudos com grupos específicos de participantes precisam ser interpretados com cautela. Eles contribuem para a investigação dos possíveis efeitos da suplementação, mas não substituem evidências mais amplas nem permitem concluir que o produto seja indicado para todas as pessoas que apresentam ansiedade, estresse, alterações no sono ou dificuldades relacionadas à alimentação.
Quando a alimentação passa a ser utilizada frequentemente como uma maneira de lidar com emoções, olhar apenas para o que está sendo colocado no prato pode não ser suficiente. A relação entre alimentação, sono, estresse e emoções é complexa e pode variar bastante de uma pessoa para outra.
Por isso, estratégias de autocuidado, alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e acompanhamento profissional podem fazer parte de uma abordagem mais completa. Em situações de ansiedade persistente, episódios recorrentes de compulsão alimentar ou sofrimento emocional, a avaliação de profissionais habilitados é especialmente importante.
O Relora® pode ser apresentado como uma opção de suplementação dentro desse contexto, mas não deve ser tratado como substituto de tratamento médico ou psicológico. Assim como outros suplementos e produtos à base de ativos vegetais, seu uso pode envolver contraindicações, interações com medicamentos e necessidades específicas de acordo com cada pessoa.
Mais do que combater a fome emocional, compreender os motivos que levam alguém a comer em determinados momentos pode ser o primeiro passo para construir uma relação mais consciente e saudável com a alimentação. Afinal, cuidar do corpo também significa prestar atenção ao que acontece com a mente.
Laborsan

