Imagine a situação de não poder sair de casa com medo de perder urina….
Isto pode acontecer com qualquer mulher e as consequências emocionais são gigantes. A incontinência urinária caracteriza-se pela perda incontrolável de urina. É muito comum a ocorrência nas mulheres principalmente na pós-menopausa quando a incidência pode ser de até 70%.
Existem 3 tipos de perda de urina:
- Ao esforço: quando tosse, levantando peso, fazendo algum exercício físico;
- De Urgência: quando sente vontade de urinar e precisa sair correndo ao banheiro e muitas vezes não dá tempo de chegar e perde urina;
- Mista: quando apresenta as duas situações anteriores juntas e é mais comum.
O assoalho pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos e tecidos que sustentam toda a pelve, útero, reto e bexiga.
Quando as estruturas do assoalho pélvico enfraquecem podem ocorrer uma série de problemas para a mulher, incluindo a perda de urina.
A partir dos 40 anos existe uma perda progressiva de colágeno e elastina do corpo feminino.
Com a transição menopausal, por volta dos 45 anos, inicia-se também o processo de falência ovariana com diminuição progressiva, e do hormônio estrogênio que é responsável por manter o tônus e a umidade da região gênito-urinária.
A associação destes fatores, juntamente com uma dieta pobre em proteínas, falta de atividade física com perda de massa muscular e muitas vezes o atraso do início do tratamento para menopausa agrava muito este quadro.
Existem também outras situações de perda urinária em outras fases da vida da mulher:
- Gestação: pelo peso sobre o assoalho pélvico;
- Pós-cirurgia bariátrica: com emagrecimento e perda muscular;
- Obesidade;
- Distúrbios neurológicos;
- Traumas do parto;
- Predisposição genética
Como devemos fazer a prevenção?
- Atividade física regular com exercícios pélvicos;
- Fisioterapia pélvica;
- Boa alimentação;
- Não manter a bexiga cheia por muito tempo;
- Tratamento da constipação intestinal;
- Eletromagnetismo pélvico localizado com a cadeira EMSELLA;
- Tratamento de doenças e comorbidades pré-existentes como diabetes, hipertensão arterial sistêmica e doenças da tireoide.
Tratamento:
É importante salientar que o cuidado de uma maneira geral com hábitos saudáveis é fundamental. Para os casos mais graves, normalmente associados a prolapsos genitais, o tratamento é cirúrgico. Para quadros de perda leve a moderada, podemos utilizar todas as tecnologias da ginecologia regenerativa.
Quais são as tecnologias?
- Laser e radiofrequência não ablativa para o estímulo de colágeno local e melhorando o trofismo vaginal e sustentação da uretra;
- Eletromagnetismo pélvico com estímulo dos músculos do assoalho pélvico através da cadeira EMSELLA de forma preventiva ou terapêutica.
O uso de fios de PDO na região periuretral, tem demostrado ser um grande aliado no tratamento desta patologia. Muitos estudos estão evidenciando resultados excelentes.
O tratamento da perda de urina na mulher deve ser individualizado.
Para a efetivação desse processo podemos solicitar avaliação urológica, exame urodinâmico, bem como, fisioterapeuta e nutricionista se necessário.
Portanto, deve ser também multidisciplinar e o mais precoce possível.
É muito mais fácil corrigir uma perda pequena de urina que iniciou há pouco tempo, do que tratar uma mulher que já apresenta incontinência por muitos anos.
Cuide da sua saúde e busque qualidade de vida.

