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quinta-feira, 9 julho, 2026
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Instrutor de voo abre porta e se joga de avião durante treinamento na Argentina; aluna consegue pousar em segurança

Piloto de 42 anos saltou da aeronave durante um voo de instrução. A aluna conseguiu realizar o pouso após receber orientação da equipe em solo. O caso é investigado pela Justiça Federal argentina.

Um instrutor de voo morreu após abrir a porta de uma aeronave e saltar durante um voo de treinamento na Argentina. A aluna, de 22 anos, permaneceu sozinha no comando do avião, conseguiu manter contato com a equipe em solo e realizou o pouso em segurança. O caso aconteceu no último sábado (4), na província de Córdoba.

Segundo informações divulgadas pelo G1, com base em reportagens da imprensa argentina, o instrutor Leandro Bertazzo, de 42 anos, voava com uma aluna em um Cessna C-150 quando deixou a cabine em pleno voo. O corpo dele foi localizado posteriormente em uma área rural da cidade de Toledo. O episódio é investigado pela Justiça Federal de Córdoba.

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O que você precisa saber

  • O fato: Um instrutor de voo saltou de um avião durante um treinamento.
  • Quando: O caso ocorreu no sábado (4).
  • Onde: Próximo à cidade de Toledo, na província de Córdoba, Argentina.
  • Importa porque: A aluna conseguiu pousar a aeronave em segurança e o caso levanta discussões sobre protocolos de segurança e acompanhamento da saúde mental na aviação.

Aluna conseguiu pousar o avião após o salto

De acordo com o diretor da escola Flying Parrot Córdoba, Eduardo Alvarez, momentos antes de abrir a porta da aeronave, Bertazzo teria dito à aluna: “Você sabe o que tem que fazer, siga em frente”. Em seguida, retirou os fones de ouvido, deixou o celular e abriu a porta do avião.

Segundo Alvarez, abrir a porta durante o voo exige força devido à pressão do ar. Mesmo surpresa com a situação, a estudante manteve a calma, entrou em contato com a equipe em solo pelo rádio e recebeu orientações para concluir o pouso com segurança.

Treinamento acontecia em baixa altitude

Conforme a direção da escola de aviação, o voo era realizado em um Cessna C-150, aeronave de pequeno porte bastante utilizada para instrução. No momento do incidente, o avião estava a aproximadamente 250 metros de altitude.

A aluna já possuía brevê, licença que autoriza a pilotagem de aeronaves, mas ainda acumulava poucas horas de experiência prática. Ela participava de uma sessão de treinamento quando ocorreu o episódio.

Instrutor havia procurado atendimento psiquiátrico

Segundo o jornal argentino Clarín, Leandro Bertazzo havia buscado atendimento psiquiátrico antes do ocorrido. De acordo com a direção da escola Flying Parrot Córdoba, essa informação não havia sido comunicada à empresa, que afirmou desconhecer qualquer condição que pudesse impedir o instrutor de exercer suas atividades.

Eduardo Alvarez declarou à imprensa argentina que o comportamento do piloto não chamou a atenção dos colegas no dia do acidente. A única mudança percebida foi o pedido de carona até o Aeroporto Coronel Olmedo. Normalmente, Bertazzo utilizava o próprio carro para ir ao trabalho.

Ainda segundo a direção da escola, o instrutor havia realizado outro voo de treinamento poucas horas antes do incidente, sem qualquer intercorrência registrada.

Piloto possuía experiência na aviação comercial

Embora atuasse como instrutor de voo, Leandro Bertazzo também havia construído carreira como piloto comercial. A escola informou que ele fazia parte da equipe de instrutores e participava regularmente das atividades de formação de novos pilotos.

A identidade da aluna não foi divulgada. Conforme a imprensa argentina, ela sofreu forte abalo emocional, mas conseguiu manter o controle da aeronave até o pouso, seguindo as orientações transmitidas pela equipe de solo por rádio.

Investigação busca esclarecer as circunstâncias do caso

O corpo de Bertazzo foi encontrado em uma área rural da cidade de Toledo, na província de Córdoba. A Justiça Federal argentina conduz a investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e reunir informações sobre o voo.

Até o momento, as autoridades não divulgaram novas conclusões sobre o caso. As informações disponíveis foram publicadas pelo G1, com base em reportagens do jornal argentino Clarín e em declarações da direção da escola Flying Parrot Córdoba.

Fonte: G1

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