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terça-feira, 20 outubro, 2026
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Cardiologia Integrativa

Cardiologia Integrativa é um modelo que combina práticas cardiológicas convencionais e não convencionais para contemplar todos os aspectos da existência do paciente. Esse termo é uma cardiologia à medicina integrativa, formada a partir da união entre medicina tradicional e medicina complementar ou alternativa.

Para entender melhor, é importante lembrar que a medicina ocidental convencional adota uma visão biomédica, ou seja, que busca explicações para a saúde e doença principalmente na condição física do indivíduo. Enquanto a medicina complementar tem origem nas práticas de saúde não convencionais,
que geralmente não fazem parte dos sistemas de saúde de um país.

“Os cuidados de saúde integrativos muitas vezes reúnem abordagens convencionais e complementares de forma coordenada. Enfatizam uma abordagem holística e focada no paciente para cuidados de saúde e bem estar, muitas vezes incluindo aspectos mentais, emocionais, funcionais, espirituais, sociais e comunitários, tratando a pessoa como um todo e não só sua condição/doença isolada”.

É uma promoção de saúde através de ações focadas numa percepção holística a respeito do paciente. Para tanto, aspectos não físicos são combinados à consulta médica, avaliação física e exames complementares, muitas vezes servindo para a escolha da abordagem terapêutica mais eficiente.

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A anamnese deve ser estendida para compreender quais fatores emocionais contribuíram para a ocorrência, como por exemplo, de um infarto agudo do miocárdio (IAM). O cardiologista entende que o evento cardiovascular tem raiz numa condição clínica, mas que a causa não se limita a ela. Afinal, problemas com estresse, ansiedade e emoções exacerbadas podem potencializar a condição clínica, culminando no IAM ou outras manifestações agudas.

A Cardiologia Integrativa é a construção de um novo modelo na saúde, tendo seus princípios embasados em quatro fundamentos:

  • Relação terapêutica;
  • Abordagem do paciente como um todo;
  • Orientação para a cura;
  • Participação do paciente no tratamento.

Enfim, após adotar aos meus atendimentos essa forma de visão voltada a cardiologia integrativa, consegui agregar uma série de vantagens aos meus pacientes, como por exemplo, uma maior adesão ao tratamento (confiança entre médico e paciente), um atendimento mais humanizado, uma melhora na qualidade de vida deles e também um retorno a eles com diminuição de custos assistenciais (internações, medicações em excesso e demais gastos com as doenças).

Cardiologia Integrativa
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