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sexta-feira, 6 março, 2026
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Lipedema: O Distúrbio Silencioso que Afeta Milhares de Mulheres

Você já ouviu falar sobre o lipedema? Embora pouco conhecido, este distúrbio crônico afeta milhões de mulheres em todo o mundo, causando um acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e quadris.

Ao contrário do que muitos imaginam, não se trata de uma simples questão de estética ou de ganho de peso. O lipedema é uma condição séria e, por ser frequentemente confundido com obesidade, muitas mulheres sofrem anos sem um diagnóstico adequado.

“Muitas pacientes chegam até mim acreditando que o problema é apenas retenção de líquidos ou excesso de peso, mas o lipedema é uma condição muito mais complexa e dolorosa. A falta de conhecimento e diagnóstico inadequado prolonga o sofrimento,” explica a fisioterapeuta dermato funcional Márcia, que é a única profissional com formação no Instituto Lipedema Brasil entre Chapecó e Florianópolis.

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Como o Lipedema se manifesta?

A principal característica do lipedema é uma doença do tecido conjuntivo frouxo que leva o acúmulo desproporcional de gordura, especialmente nos membros inferiores (glúteos, quadris e MMSS), que não responde a dietas e/ou exercícios físicos. Outros sintomas incluem: dor constante nas áreas afetadas; sensibilidade ao toque e facilidade em desenvolver hematomas; inchaço que piora ao longo do dia; dificuldade em perder gordura na região, apesar de esforços.

O lipedema afeta quase exclusivamente mulheres (99% das pessoas acometidas), geralmente começa na puberdade podendo também ser precipitado ou agravado na gestação, na menopausa, no uso de ACO e no ganho de peso. O acúmulo de gordura no lipedema é simétrico e não afeta as mãos ou os pés.

O Impacto físico e emocional

Além das dores físicas, o lipedema pode trazer um peso emocional significativo para as pacientes. A sensação de impotência ao não conseguir reduzir o acúmulo de gordura, associada à dor e à falta de compreensão sobre a doença, pode impactar a autoestima e o bem-estar psicológico. Muitas mulheres relatam frustração e isolamento social, agravados pela falta de conhecimento das pessoas sobre o distúrbio.

“O impacto emocional é imenso. Muitas pacientes sentem que não são compreendidas ou que estão sendo julgadas por seu peso. É fundamental que essas mulheres recebam acolhimento e um tratamento adequado para poderem resgatar sua autoestima e qualidade de vida,” reforça Márcia.

Tratamento multidisciplinar: a chave para o alívio

Embora o lipedema ainda não tenha cura, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes com um tratamento multidisciplinar, que envolve a colaboração de fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, médicos e outros profissionais da saúde

“O tratamento do lipedema vai além de uma abordagem única. Trabalhamos em equipe com médicos, nutricionistas, educadores físicos e outros especialistas para oferecer um cuidado mais completo e assertivo. A colaboração entre diferentes Profissionais é essencial para o sucesso e bem-estar das pacientes.”

Explica a Fisioterapeuta Márcia Orbak.

A fisioterapia dermatofuncional desempenha um papel crucial nesse processo, utilizando terapias conservadoras com o objetivo de modular a inflamação (fotobiomodulação, laser e led, terapia por ondas de choque, eletroterapia) estimular a drenagem linfática (meias elásticas, pressoterapia, enfaixamento, plataforma vibratória, DLM) melhorar a dor (fotobiomodulação), melhorar aspecto estético (terapia manual, terapia por ondas de choque, radiofrequência e US), dentre outros.

“Com uma avaliação fisioterapêutica detalhada é possível planejar um tratamento individualizado e assim proporcionar ao paciente de lipedema mais qualidade de vida, menciona Marcia.”

Informação é poder

Com a conscientização em ascensão, cada vez mais mulheres estão conseguindo reconhecer os sinais do lipedema e buscar ajuda especializada. A educação sobre essa condição é vital para que as pacientes possam receber o tratamento adequado e melhorar sua qualidade de vida. Quanto mais cedo for diagnosticado, mais eficaz será o controle dos sintomas.
Se você acha que pode estar sofrendo de lipedema ou conhece alguém que apresente os sintomas, procure um profissional especializado. “Nunca é tarde para buscar soluções e cuidar da sua saúde!” enfatiza Márcia.
Pensando no bem-estar das pacientes e em criar uma comunidade de apoio, estou lançando um grupo no WhatsApp, o LipeDamas, exclusivo para mulheres que sofrem de lipedema. Nesse espaço, vamos compartilhar informações sobre tratamentos, tirar dúvidas e, principalmente, oferecer apoio mútuo. Juntas, podemos vencer essa batalha!

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