O Brasil chegou a 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2025, segundo dados do Ministério da Saúde. A projeção da pasta indica que esse número deve alcançar 61,5 milhões nas próximas duas décadas, ampliando a demanda por serviços de saúde, assistência social e previdência.
O impacto da mudança demográfica já aparece no sistema público de saúde: 81,4% dos idosos brasileiros utilizam exclusivamente o SUS. Nesta quinta-feira (1º), o Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa reforça a discussão sobre envelhecimento, proteção, saúde e dignidade dessa população.
O que você precisa saber
- O fato: O Brasil tem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.
- Quando: Os dados mais recentes citados na apuração são de 2025, e o Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa é celebrado em 1º de outubro.
- Onde: Brasil, dentro de um processo de envelhecimento populacional observado em diversos países.
- Importa porque: O crescimento da população idosa aumenta a demanda por atendimento de saúde, assistência social, cuidados de longo prazo e políticas públicas.
O número de idosos deve crescer nas próximas décadas
Em 2025, o Brasil alcançou 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. De acordo com o Ministério da Saúde, esse contingente deve chegar a 61,5 milhões em duas décadas. O aumento amplia os desafios para áreas como saúde, assistência social e previdência.
Há uma década, um indicador da Organização Mundial da Saúde apontava que o Brasil já tinha a quinta maior população idosa do mundo. A projeção também indicava que, em 2030, o número de idosos no país deve superar o de crianças entre 0 e 14 anos.
O SUS concentra o atendimento de grande parte dos idosos
Segundo os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, 81,4% dos idosos brasileiros utilizam exclusivamente o Sistema Único de Saúde. O envelhecimento da população, portanto, tem impacto direto sobre a organização e a capacidade de atendimento da rede pública.
O Ministério da Saúde afirma que o desafio envolve mais do que o tratamento de doenças associadas ao envelhecimento. A pasta aponta a necessidade de adaptar os serviços, ampliar ações de prevenção e preparar a rede de atendimento para favorecer a qualidade de vida e a autonomia da população idosa.
O envelhecimento também muda a estrutura da população mundial
O aumento da população idosa não ocorre apenas no Brasil. Segundo a Organização das Nações Unidas, praticamente todos os países registram crescimento no número e na proporção de pessoas idosas. A projeção indica que, em meados de 2080, o mundo terá mais pessoas com 65 anos ou mais do que crianças com menos de 18 anos.
Outro dado citado na apuração mostra que, em 2030, a estimativa é de 265 milhões de pessoas com 80 anos ou mais no mundo. Diante dessa mudança demográfica, a ONU defende a preparação dos sistemas de saúde e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à população idosa, incluindo redes de apoio social.
Ao Bloomberg Línea, José Manuel Salazar-Xirinachs, secretário executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, afirmou que o envelhecimento acelerado aumenta a demanda por serviços de saúde e exige adaptações nas políticas públicas.
Segundo ele, a ampliação dos cuidados de longo prazo tende a elevar os gastos públicos e privados. A mudança demográfica também afeta a economia diante da redução proporcional da população em idade ativa.
Propostas para a saúde dos idosos aparecem nas eleições de 2026
Com a mudança no perfil demográfico do Brasil, o envelhecimento da população aparece entre os desafios para as próximas gestões. Um levantamento do R7 reúne propostas para a saúde apresentadas pelos candidatos à Presidência da República mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém o SUS como principal eixo da política de saúde e apresenta propostas para reduzir filas, modernizar a rede e implantar um prontuário eletrônico único. O plano também prevê a continuidade de programas como Mais Médicos, Farmácia Popular e Brasil Sorridente.
Flávio Bolsonaro (PL) propõe um prontuário eletrônico único vinculado ao CPF e integrado ao Gov.br, além da modernização dos hospitais universitários federais e da expansão da telessaúde.
Augusto Cury (Avante) propõe ampliar o uso da telemedicina no SUS, com a realização de até 80% das consultas de forma remota. Os atendimentos presenciais ficariam concentrados em casos considerados mais complexos.
Ronaldo Caiado (PSD) propõe a digitalização do SUS e a reorganização do acesso ao sistema, com prioridade baseada em gravidade, risco clínico e vulnerabilidade. O plano prevê ampliar a prevenção na atenção básica, com acompanhamento contínuo de pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.
Romeu Zema (Novo) prevê a criação de um Registro Nacional de Saúde com prontuário eletrônico unificado sob controle do cidadão. Também propõe ampliar a Estratégia Saúde da Família e contratar serviços privados para consultas, exames e cirurgias pelo SUS.
Renan Santos (Missão) propõe o programa “SUS Fila Zero”, com classificação dos pacientes por gravidade clínica, risco de progressão da doença e vulnerabilidade. O plano também prevê o sistema “PRONTO”, um prontuário eletrônico nacional integrado a unidades de saúde, laboratórios e farmácias.
Fonte: ND Mais

