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terça-feira, 20 outubro, 2026
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Quanto café é saudável tomar por dia? Estudo aponta consumo associado a menor risco de doenças do coração

Revisão da Associação Americana do Coração indica que o consumo moderado de café pode beneficiar a saúde cardiovascular, mas destaca que o preparo da bebida e as características de cada pessoa fazem diferença.

O consumo moderado de café pode estar associado a um menor risco de doenças cardiovasculares, desde que faça parte de uma alimentação equilibrada e seja adequado às características de cada pessoa. A conclusão é de uma revisão científica publicada pela Associação Americana do Coração (AHA) na revista Circulation e divulgada pelo G1.

Segundo a revisão, a ingestão de até 400 miligramas de cafeína por dia é considerada segura para a maioria dos adultos. Os pesquisadores destacam que os efeitos da bebida dependem do método de preparo, da fonte da cafeína e da resposta individual do organismo.

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O que você precisa saber

  • O fato: Revisão científica relaciona o consumo moderado de café à redução do risco de doenças cardiovasculares.
  • Quando: Estudo publicado neste mês pela Associação Americana do Coração.
  • Onde: Revista científica Circulation.
  • Importa porque: A pesquisa reúne evidências sobre os benefícios e os cuidados relacionados ao consumo diário de cafeína.

Consumo moderado é considerado seguro para a maioria dos adultos

A revisão indica que até 400 miligramas de cafeína por dia costumam ser seguros para a maior parte da população adulta. Nos Estados Unidos, essa quantidade corresponde a aproximadamente cinco xícaras de café americano de 240 ml.

No Brasil, a concentração de cafeína varia conforme o tipo de grão, a torra, a quantidade de pó e o método de preparo. Em uma xícara de 200 ml de café coado, por exemplo, a bebida costuma conter entre 80 e 120 miligramas de cafeína. Na prática, isso equivale a cerca de três a cinco xícaras por dia, dependendo da intensidade do café.

Origem da cafeína também influencia os efeitos

Os pesquisadores observaram que os benefícios cardiovasculares aparecem principalmente quando a cafeína é consumida por meio do café. Refrigerantes, bebidas energéticas e alguns suplementos podem conter outros ingredientes que, quando ingeridos em excesso, estão relacionados ao aumento da pressão arterial e a alterações do ritmo cardíaco.

Por isso, a revisão recomenda considerar toda a cafeína ingerida ao longo do dia. Chás, chocolates, refrigerantes e alguns medicamentos também contribuem para o consumo diário da substância.

Forma de preparo modifica a composição da bebida

Segundo a revisão, o café com cafeína consumido sem açúcar, cremes ou aromatizantes está associado a menor risco de diabetes tipo 2, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores também identificaram que o cafestol, composto natural presente no café, pode elevar os níveis do colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”. A quantidade dessa substância varia conforme o preparo da bebida.

O cafestol é encontrado em maiores concentrações em cafés não filtrados, como expresso, prensa francesa, café turco e café fervido. Já o café preparado com filtro de papel e o café instantâneo apresentam níveis menores porque parte do composto fica retida durante o processo de filtragem.

Cada organismo responde de maneira diferente à cafeína

Após a ingestão, a cafeína é absorvida rapidamente e atinge sua maior concentração no sangue entre 30 minutos e uma hora, embora esse tempo possa variar conforme o organismo. A velocidade de metabolização depende de fatores como idade, genética, uso de medicamentos, metabolismo e frequência de consumo.

Entre os efeitos de curto prazo estão o aumento temporário do estado de alerta, da concentração, da frequência cardíaca e da pressão arterial. Em algumas pessoas, principalmente as mais sensíveis à substância, o consumo excessivo pode provocar palpitações, ansiedade, irritabilidade e dificuldade para dormir.

Os autores da revisão ressaltam que ainda são necessárias novas pesquisas para compreender melhor como diferentes fontes de cafeína influenciam a saúde cardiovascular e por que seus efeitos variam entre as pessoas. Quem apresentar sintomas após consumir café ou outras bebidas com cafeína deve procurar orientação de um profissional de saúde para uma avaliação individual.

Fonte: G1

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