Dificuldade para respirar, chiado persistente, cianose e incapacidade de falar frases completas podem indicar agravamento do quadro respiratório durante o inverno.
As crises respiratórias costumam se intensificar durante o inverno e alguns sinais indicam que o quadro pode evoluir rapidamente, exigindo atendimento imediato. Dificuldade para respirar, chiado persistente, respiração acelerada e lábios arroxeados estão entre os sintomas que merecem atenção, especialmente em pessoas com doenças respiratórias já conhecidas.
Segundo dados do Ministério da Saúde e do InfoGripe citados na apuração, o Brasil registrou mais de 100 mil notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2025, além de mais de 5 mil mortes relacionadas à doença. O aumento dos casos durante os meses mais frios reforça a necessidade de reconhecer os sinais de agravamento e buscar atendimento sem demora.
O que você precisa saber
- O fato: crises respiratórias podem evoluir rapidamente durante o inverno.
- Quando: principalmente nos períodos de frio intenso e durante a madrugada.
- Onde: em qualquer ambiente, com maior risco para pessoas com doenças respiratórias.
- Importa porque: identificar os sinais precocemente reduz o risco de complicações graves.
O frio favorece o agravamento dos sintomas respiratórios
Durante o inverno, mudanças de temperatura, baixa umidade do ar e maior concentração de poeira e ácaros deixam o sistema respiratório mais sensível. Em pessoas com asma, bronquite e outras doenças pulmonares, esses fatores podem desencadear broncoespasmos, estreitando as vias aéreas e dificultando a passagem do ar.
Muitas pessoas percebem inicialmente apenas tosse, aperto no peito ou chiado. Como os sintomas podem parecer leves nas primeiras horas, é comum adiar a procura por atendimento. Em alguns casos, porém, a evolução acontece em poucas horas.
Os sinais de alerta exigem atendimento imediato
Quando a crise se torna moderada ou grave, o organismo passa a demonstrar sinais mais evidentes de esforço para respirar. Entre eles estão a tiragem intercostal, quando a pele afunda entre as costelas durante a inspiração, dificuldade para completar frases sem interromper a fala, respiração acelerada, suor frio, sensação persistente de sufocamento e chiado intenso.
Outro sinal importante é a cianose, caracterizada pela coloração arroxeada dos lábios ou das extremidades do corpo devido à baixa oxigenação do sangue. Nos idosos, o agravamento também pode aparecer por meio de sonolência excessiva, exaustão intensa ou confusão mental repentina.
Cuidados em casa ajudam a reduzir novas crises
Além das baixas temperaturas, o ambiente doméstico pode favorecer o agravamento das doenças respiratórias. Com as janelas fechadas por mais tempo, aumenta o acúmulo de poeira, umidade e ácaros em colchões, travesseiros, cobertores e cortinas, irritando as vias respiratórias de pessoas mais sensíveis.
A hidratação também merece atenção. Durante o inverno, muitas pessoas reduzem o consumo de água, o que favorece o ressecamento das vias respiratórias e dificulta a eliminação das secreções. Quando o muco fica mais espesso, a respiração exige mais esforço.
O atendimento precoce reduz o risco de complicações
Em situações moderadas ou graves, a estabilização do paciente antes do transporte até o hospital pode ser necessária. Conforme a apuração, serviços de atendimento pré-hospitalar conseguem iniciar rapidamente medidas como oxigenoterapia, nebulização e monitorização contínua, reduzindo o risco de agravamento durante o deslocamento.
Quando houver dificuldade importante para respirar, piora rápida dos sintomas ou sinais de baixa oxigenação, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Pessoas com doenças respiratórias crônicas também devem seguir o tratamento indicado pelo profissional responsável.
Fonte: ND Mais
