As pessoas em situação de rua em Chapecó contam com um acompanhamento especializado por meio do programa Mão Amiga. Os acolhidos — em sua maioria, usuários de álcool e outras drogas — são recebidos e encaminhados para tratamento médico e terapêutico conforme a necessidade de cada caso.
Além do suporte oferecido na Unidade de Acolhimento para Pessoas em Situação de Rua – Acolher Amigo, localizada na Linha Tafona, parte dos pacientes é encaminhada para clínicas de desintoxicação e, posteriormente, para comunidades terapêuticas parceiras.
Nesta semana, as equipes do programa acompanharam nove pacientes que iniciaram o acolhimento em comunidades terapêuticas. A jornada começou na segunda-feira (13), quando o grupo foi conduzido até as instituições sob a supervisão da psicóloga social Débora Caroline Borges Zanol e da monitora social Lívia Ávila Neckel. Após a conclusão dos trâmites de internação, a equipe técnica retornou a Chapecó.
Na sexta-feira (17), a equipe realizou a viagem de retorno trazendo quatro pacientes que receberam a liberação para iniciar a etapa de reinserção social. Eles passarão um período em casa com seus familiares. Essa fase é fundamental para que os pacientes compreendam a evolução do tratamento e para que a equipe identifique quais dores e demandas individuais ainda precisam ser trabalhadas.
Histórias
Um dos pacientes, P.F.S., tem 52 anos e há 44 anos estava em situação de drogadição. Ele está em tratamento há sete meses, teve oportunidade para estudar e agora busca seguir na recuperação. “Hoje olhando para trás, vejo que valeu a pena o esforço. Hoje sou uma pessoa melhor e um pai melhor. Hoje entendendo muita coisa, estou limpo das drogas. Isso fazia mau para mim e para minha família”, comentou.
O J.Al., tem 43 anos e está em tratamento buscando melhorar e ficar longe dessa doença que não tem cura. “Tive que perder tudo, minha família, mulher e os filhos para entender que precisava de ajuda e tratamento. Eu era tímido, hoje consigo fazer até amizades e se aproximar das pessoas. Estou evoluindo muito”, disse.
Já o V.A.C. depois de 20 anos de alcoolismo, resolveu buscar ajuda. Ele está em casa de recuperação há sete meses em acompanhamento. “No começo é difícil se habituar. Mas com o passar dos dias, foi acostumando e hoje está muito bem. Pretendo ficar um ano, e depois, se reaproximar ainda mais da família”, afirmou.
O E.S., tem 28 anos e depois de sete anos de drogadição está há dois meses em acompanhamento. “Eu busquei ajuda, não aguentava mais aquela vida. Quero voltar a ser a pessoa que eu era”, finalizou.
Fonte: Prefeitura de Chapecó

