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sexta-feira, 17 julho, 2026
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Mão Amiga: Acompanhamento e tratamento de pacientes em situação de rua contam com diversas frentes em Chapecó

As pessoas em situação de rua em Chapecó contam com um acompanhamento especializado por meio do programa Mão Amiga. Os acolhidos — em sua maioria, usuários de álcool e outras drogas — são recebidos e encaminhados para tratamento médico e terapêutico conforme a necessidade de cada caso.


Além do suporte oferecido na Unidade de Acolhimento para Pessoas em Situação de Rua – Acolher Amigo, localizada na Linha Tafona, parte dos pacientes é encaminhada para clínicas de desintoxicação e, posteriormente, para comunidades terapêuticas parceiras.
Nesta semana, as equipes do programa acompanharam nove pacientes que iniciaram o acolhimento em comunidades terapêuticas. A jornada começou na segunda-feira (13), quando o grupo foi conduzido até as instituições sob a supervisão da psicóloga social Débora Caroline Borges Zanol e da monitora social Lívia Ávila Neckel. Após a conclusão dos trâmites de internação, a equipe técnica retornou a Chapecó.


Na sexta-feira (17), a equipe realizou a viagem de retorno trazendo quatro pacientes que receberam a liberação para iniciar a etapa de reinserção social. Eles passarão um período em casa com seus familiares. Essa fase é fundamental para que os pacientes compreendam a evolução do tratamento e para que a equipe identifique quais dores e demandas individuais ainda precisam ser trabalhadas.

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Histórias

Um dos pacientes, P.F.S., tem 52 anos e há 44 anos estava em situação de drogadição. Ele está em tratamento há sete meses, teve oportunidade para estudar e agora busca seguir na recuperação. “Hoje olhando para trás, vejo que valeu a pena o esforço. Hoje sou uma pessoa melhor e um pai melhor. Hoje entendendo muita coisa, estou limpo das drogas. Isso fazia mau para mim e para minha família”, comentou.


O J.Al., tem 43 anos e está em tratamento buscando melhorar e ficar longe dessa doença que não tem cura. “Tive que perder tudo, minha família, mulher e os filhos para entender que precisava de ajuda e tratamento. Eu era tímido, hoje consigo fazer até amizades e se aproximar das pessoas. Estou evoluindo muito”, disse.


Já o V.A.C. depois de 20 anos de alcoolismo, resolveu buscar ajuda. Ele está em casa de recuperação há sete meses em acompanhamento. “No começo é difícil se habituar. Mas com o passar dos dias, foi acostumando e hoje está muito bem. Pretendo ficar um ano, e depois, se reaproximar ainda mais da família”, afirmou.


O E.S., tem 28 anos e depois de sete anos de drogadição está há dois meses em acompanhamento. “Eu busquei ajuda, não aguentava mais aquela vida. Quero voltar a ser a pessoa que eu era”, finalizou.

Fonte: Prefeitura de Chapecó

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