back to top
terça-feira, 23 junho, 2026
InícioMB ComunicaçãoTuberculose é a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo

Tuberculose é a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo

Médicas infectologistas cooperadas da Unimed Chapecó apontam como identificar sintomas, prevenir e tratar corretamente a doença

Durante muito tempo, a tuberculose foi tratada como uma doença do passado. No entanto, os dados atuais mostram que ela segue como um desafio global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose continua sendo a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo, com cerca de 10 milhões de novos casos registrados todos os anos.

Na avaliação da médica infectologista e cooperada da Unimed Chapecó, Dra. Ana Carolina Muller Baheregaray, esse cenário mostra a necessidade de atenção contínua. “Estamos falando de uma doença milenar, com evidências inclusive em múmias com mais de dois mil anos, que ainda hoje apresenta alta mortalidade, mesmo sendo curável e com tratamento disponível”, afirma.

- Publicidade -

Já a médica infectologista e cooperada da Unimed Chapecó, Dra. Carine Kolling, destaca que, no Brasil, o alerta também é expressivo. “O país segue entre os 30 com maior incidência de tuberculose e de coinfecção TB-HIV no mundo. Somente em 2024, foram mais de 85 mil novos casos e mais de seis mil óbitos, o que mostra a dimensão do problema”, ressalta.

A médica infectologista e cooperada da Unimed Chapecó, *Dra. Carolina Cipriani Ponzi,
complementa que a tuberculose precisa ser tratada como prioridade. “É uma doença que pode ser controlada quando há diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e informação adequada. Ignorar o tema significa manter um risco real à saúde coletiva”, enfatiza.

O QUE É A TUBERCULOSE
A tuberculose é causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch, uma bactéria que se transmite principalmente pelo ar. A forma mais comum é a tuberculose pulmonar, que atinge os pulmões, mas a doença também pode acometer outros órgãos.

Segundo a Dra. Ana, essa característica exige atenção redobrada. Embora a forma pulmonar seja a mais conhecida, a tuberculose pode atingir a pleura (membrana fina que reveste os pulmões e a parte interna do tórax), ossos, rins e até o sistema nervoso central (conjunto formado pelo cérebro e pela medula espinhal, responsável por comandar o corpo), o que nem sempre gera sintomas respiratórios evidentes, explica.

A Dra. Carine complementa que essas formas extrapulmonares podem dificultar o diagnóstico. “Quando não há tosse persistente, o médico precisa manter a suspeita clínica, especialmente em pacientes com sintomas gerais, como febre e perda de peso”, afirma. Para a Dra. Carolina, compreender essa diversidade é essencial. “Saber que a tuberculose não se limita ao pulmão ajuda a evitar atrasos no diagnóstico e no início do tratamento”, destaca.

TRANSMISSÃO
A transmissão ocorre principalmente pela via aérea. Ao tossir, espirrar ou até falar, a pessoa com tuberculose pulmonar libera pequenas partículas no ar que contêm a bactéria. “A disseminação é facilitada em ambientes fechados e pouco ventilados”, explica a Dra. Ana. Por isso, medidas simples, como ventilação adequada, têm papel importante na prevenção.

A Dra. Carine chama atenção para a investigação dos contactantes. “Familiares e pessoas próximas precisam ser avaliados. Se não houver acompanhamento, essas pessoas podem adoecer futuramente e manter a cadeia de transmissão”, alerta. Já a Dra. Carolina destaca que a evolução lenta da doença contribui para a propagação. “Muitos convivem com sintomas por semanas sem suspeitar de tuberculose, o que aumenta o risco de transmissão antes do diagnóstico”, afirma.

SINTOMAS
O diagnóstico precoce é a ferramenta mais eficaz para evitar a transmissão e o agravamento do quadro clínico. De acordo com a Dra. Carolina, é imprescindível buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes, tais como:

  • Tosse por três semanas ou mais (com ou sem produção de catarro);
  • Febre vespertina (temperatura que se eleva levemente no final da tarde);
  • Sudorese noturna (suor excessivo durante o sono);
  • Emagrecimento inexplicado e perda de apetite.

TEMPO DO DIAGNÓSTICO
O diagnóstico tardio ainda é um dos principais obstáculos no controle da tuberculose. Segundo a Dra. Carine, é comum que o paciente seja tratado inicialmente como se tivesse pneumonia. “Muitos utilizam antibióticos antes que a hipótese de tuberculose seja considerada, o que atrasa a confirmação”, explica.

A Dra. Ana acrescenta que fatores como dificuldade de acesso ao sistema de saúde, demora na realização de exames e ausência de prontuário unificado contribuem para esse atraso. “Enquanto o tratamento não começa, o paciente continua transmitindo a doença”, alerta.

Para a Dra. Carolina, reduzir o tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico é uma das estratégias mais eficazes para diminuir a circulação do bacilo na comunidade.

TRATAMENTO
O tratamento da tuberculose é eficaz, mas exige disciplina. Ele dura, no mínimo, seis meses e envolve o uso combinado de medicamentos. Segundo a Dra. Carolina, um dos maiores desafios é a interrupção precoce. “A melhora nas primeiras semanas não significa cura. Parar o tratamento antes do tempo favorece a resistência da bactéria e torna os casos futuros mais graves e difíceis de tratar”, explica.

A Dra. Carine complementa que, em algumas situações, o tratamento pode se estender de seis a 12 meses. “Os efeitos adversos e o tempo prolongado podem levar ao abandono, o que impacta diretamente a chance de cura e a saúde coletiva”, afirma.

SEQUELAS E COMPLICAÇÕES
Quando o diagnóstico e o tratamento são tardios, a tuberculose pode causar sequelas e pode haver destruição do tecido pulmonar, resultando em falta de ar crônica e cavitações, espaços anormais no pulmão que favorecem infecções por outros microrganismos, como fungos. Para a Dra. Ana, evitar essas complicações depende diretamente da informação e da adesão ao tratamento. “Reconhecer os sinais e seguir corretamente o esquema terapêutico faz toda a diferença”, ressalta.

QUANDO A BACTÉRIA “DORME” NO ORGANISMO
Nem toda pessoa exposta à tuberculose desenvolve a doença ativa. Em muitos casos, o sistema imunológico consegue conter a bactéria, mantendo-a em estado latente (condição conhecida como Infecção Latente da Tuberculose).

A Dra. Carolina explica que a reativação pode ocorrer quando a imunidade cai. “Pacientes com HIV, câncer ou em uso de medicamentos imunossupressores têm maior risco de desenvolver a doença ativa”, afirma.

Segundo a Dra. Carine, antes do início de terapias imunobiológicas, usadas em doenças reumatológicas, dermatológicas e inflamatórias, é protocolo investigar e tratar a infecção latente. “Essa medida evita que a tuberculose se manifeste em um momento de baixa imunidade”, explica.

PREVENÇÃO
A prevenção da tuberculose envolve várias estratégias. A vacina BCG, aplicada na infância, protege contra as formas graves da doença, como a meningite tuberculosa.

Além da vacinação, as médicas alertam sobre a importância do diagnóstico precoce, da investigação de contactantes e do tratamento adequado. “Ambientes bem ventilados e com luz solar ajudam a reduzir a transmissão, já que o bacilo se espalha pelo ar”, diz a Dra. Ana.

Na vida adulta, a prevenção está atrelada ao diagnóstico rápido dos doentes (para cessar a transmissão) e a medidas ambientais. A Dra. Carolina explica que bacilo é transmitido por via aérea; portanto, a manutenção de ambientes ventilados e com entrada de luz solar auxilia na redução da carga bacteriana circulante. “A tuberculose é uma doença curável, mas o sucesso depende da tríade: diagnóstico precoce, adesão irrestrita ao tratamento e manejo correto das formas latentes em pacientes de risco. A sensação de melhora nas primeiras semanas não indica cura. O abandono do tratamento leva à resistência bacteriana e coloca em risco a saúde pública”, conclui a Dra. Carolina.

Fonte: MB Comunicação

- Publicidade -

Mais Lidas

- Publicidade -

Participe do nosso grupo de Whatsapp e receba nossas matérias e promoções.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Matérias Relacionadas

Podcast especial aborda como o Estado se prepara para o El Niño e alerta para a importância da população a acompanhar e seguir as...

O Governo do Estado de Santa Catarina publicou o decreto de alerta climático em maio deste...

Prefeitura fará distribuição de mudas no Ecoparque

A Prefeitura de Chapecó fará uma distribuição de mudas de árvores frutíferas e nativas...

O frescor e a qualidade que você já conhece agora chegam em um novo formato

E a melhor parte? O lançamento está muito mais próximo do que você imagina. Quer...

Sebrae/SC apoia Hackathon One Health e impulsiona soluções inovadoras para a saúde em Chapecó

Atividade integrou a programação do IV Congresso Interdisciplinar em Saúde e aproximou universidade, tecnologia,...